Em 2014 pintamos a porta de amarelo por causa do casamento do meu filho. Foi uma decisão de um dia, e nós não imaginávamos o que ia dar.
A casa não tem muros. A porta ficou ali, à vista de quem passasse, e as pessoas começaram a parar para tirar foto. Eu via nas redes sociais gente que eu nunca tinha visto posando na frente da minha porta. O nome não fomos nós que demos, foi o público que deu.
Em 2017, numa crise, decidimos abrir a casa para aluguel. Não foi simples. Teve crítica, teve desapego e teve preconceito, porque ninguém fazia isso na nossa cidade.
Hoje muita gente que me procura vem justamente por um casamento: o de um amigo, o de um irmão, o de um filho. A porta ficou amarela por causa de um casamento e continua recebendo quem vem por um.
Voar é abrir a porta certa. A minha é amarela.